Entrevista ao Dexista José Moacir Portera de Melo (JMPM), da cidade de Pontes e Lacerda no estado do Mato Grosso no Brasil.

DXCSF: Há quanto tempo é Dxista?
JMPM: Desde 1987.

DXCSF: Quais as emissoras que ouvia e qual marcou sua trajetória no início do hobby?
JMPM: REu comecei ouvindo a TransMundial em ondas curtas, que na época emitia desde Bonaire, Antilhas Holandesas. Também a Deutsche Welle e a Rádio França Internacional, que tinham programas em português para o Brasil. A Deutsche Welle tinha duas horas e meia e a RFI duas horas diárias.

DXCSF: Das emissoras ouvidas no início do hobby qual programa lhe chamava atenção, a emissora ainda está ativa?
JMPM: Era o programa Euroimpactos Musicales da Radio Nederland em espanhol, apresentado pelo Máximo Mewes. A emissora não existe mais e o locutor já morreu, uma pena. O programa apresentava músicas antigas e modernas da Europa, eu fazia pedidos sempre. A despedida do locutor era interessante quando ele dizia : " A mí, Máximo Mewes, me ves en la próxima semana."

DXCSF: Na atualidade qual a emissora que mais ouve e o programa que participa?
JMPM: São duas, uma é a Rádio Romênia Internacional com o espaço dos ouvintes; a outra é uma emissora brasileira, a Rádio RB2 de Curitiba, com o Espaço Aberto, que participava através de SMS.

DXCSF: Já participou nas emissoras sendo entrevistado, qual ou quais e que ano?
JMPM: Sim, duas vezes fui entrevistado via telefone pela KBS World Radio em espanhol, 2012 e 2014, e também pela NHK Rádio Japão em português em 2013, todas para os programas de final de ano. E, por intermédio da Nacional da Amazônia, eu fui entrevistado por telefone pela TV Brasil, falei sobre a importância do rádio em nossa regiâo Amazônica.

DXCSF: Qual a emissora que ouviu e que achou que foi a mais difícil de escutar?
JMPM: Foi a Rádio FEBA em português, que emitia das Ilhas Seychelles. Tentei várias vezes e, quando consegui, fiz o informe. Logo chegou o QSL. Hoje essa emissora não existe mais.

DXCSF: Qual a sua opinião em relação às emissoras que abandonaram e das que estão pensando em abandonar as ondas curtas. As novas tecnologias realmente vieram para dar um fim às ondas de radio de um modo geral qual a sua opinião?
JMPM: É uma grande perda para nós, mas creio que uma emissora só toma essa decisão no último caso, pois todas têm interesse em levar sua mensagem aos mais diferentes países. Fechando uma emissora, é uma perda para todos, tanto para seu país de origem quanto para os ouvintes. Vieram, infelizmente, mas creio que isso vai demorar ainda umas boas décadas. Eu mesmo passei pela transição rádio/TV, tenho 56 anos e, na minha infância, o rádio era quase exclusivo.

DXCSF: Os eventos (concursos) que o DXCSF vem realizando qual a sua opinião?
JMPM: Servem para tirar os dexistas do sono, pois nós, dexistas brasileiros precisamos ter mais comunicação uns com os outros.

DXCSF: O que é o hobby do dexismo (dxismo) pra você?
JMPM: uma maneira de conhecer o mundo sem sair de casa e abrir a mente, pois há vida em outros lugares e de forma diferente. As diferentes manifestações culturais precisam ser conhecidas, e nós, dexistas e radioescutas, somos pessoas mais cultas e de mente mais aberta justamente porque ouvimos rádio.

DXCSF: Já participou de eventos dexista?
JMPM: Sim e não. De sair de casa não, mas uma vez recebi aqui o amigo Daniel Wyllyans, isso em 2009, e fizemos um mini-encontro dexista. E para fechar o encontro, fomos ver um show do Zezé di Camargo e Luciano na Exposição Agropecuária local.

DXCSF: Já visitou alguma emissora internacional?
JMPM: Não. Cadê dinheiro? E ainda tenho pavor de avião...

DXCSF: Quantos países confirmados? Quantos QSL’s?
JMPM: Tenho aproximadamente 1.500 QSLs ( parei de contar ), sendo 65 rádio-países.

DXCSF: Coleciona alguma coisa?
JMPM: Além do material recebido das emissoras, especialmente adesivos e boletins, coleciono gibis Disney e o Tex, como diria aquele personagem do Chaves, para evitar a fadiga (a mental, sendo eu professor ).

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